quinta-feira, 7 de julho de 2011

KRAYZIE BONE SAI DO GRUPO !!



Após 20 anos como membro do Bone Thugs-N-Harmony, Krayzie Bone anunciou que está deixando o coletivo para seguir carreira solo e se dedicar a novos projetos. Ele fez o anúncio através de um vídeo postado no YouTube na manhã de hoje (14).

Eu não serei mais parte do Bone Thugs-N-Harmony, revelou. Devido a circunstâncias incontroláveis, é hora de seguir em frente e embarcar em esforços diferentes que eu já tinha planejado.


Estou tentando ir para um outro nível no jogo da música, adicionou. Estou tentando crescer e me tornar maior no que faço.

Krayzie Bone declarou que irá se focar em sua gravadora The Life Entertainment, além de revelar novos artistas através de um projeto intitulado Cleveland is the City Vol. 1.

Foi uma grande caminhada com o Bone Thugs-n-Harmony ao longo desses 20 anos, não tenho nenhuma reclamação, declarou Krayzie. Se não fosse por eles, eu não seria nada agora, então tenho muita consideração pelo que o Bone Thugs-n-Harmony fez por mim. Mas chegou aquele momento na minha vida onde eu definitivamente encerrei esse capítulo e abri um novo com o intuito de explorar essas opções aqui.

GRUPO REBELIÃO LANÇA NO DISCO...GUETHO PRETO E BRANCO

FV COERENTE ..O RAP DE SANTA CATARINA






O Fv. Coerente(Favela Coerente) foi fundado pelo integrante Kim-C em Florianópolis, Santa Catarina, em 1996. O grupo tem dois CDs independentes gravados. O primeiro CD foi lançado em 2002 intitulado "Refém do Sistema", onde conta com participações de Sonic (Eficaz), Rato (Reverso) e Negra Lane, e produções de MM. O segundo CD "Clima de Tensão" de 2005 tem participações do DJ Cia, Nego Prego, Regis Leal (tecladista do Armandinho na produção da faixa traumas e erros), Base (Da Guedes, na produção da faixa não me fale de amor nem piedade). O Fv. Coerente tem um Clipe gravado, com a música "Conheço a Regra" do primeiro CD. Em 2009 lançaram um novo Single intitulado "Sai da pedra marisco", onde teve repercussão em SC, seu estado, pela campanha contra o crack. O grupo fez uma matéria no Diário Catarinense, jornal de maior circulação de SC. O grupo pretende lançar seu terceiro álbum no ano de 2010. Aguardem, logo logo vai rolar mais sons ai...


Nó na Orelha: Leia a resenha e baixe o novo disco do Criolo Doido





Já está disponível para download o novo disco do rapper “Criolo Doido”. O disco “Nó na Orelha” foi produzido por Marcelo Cabral e Daniel Ganjaman, a versão disponibilizada na internet contém 10 faixas e em maio o disco também estará a venda em CD e vinil, com algumas faixas bonûs.





E para saber mais o que seus ouvidos estão prontos para ouvir, leia a resenha por Eduardo Yukio @eduardoyukio:

Categorizar e rotular: tarefas que já foram relativamente simples, óbvias até, em muitos momentos da música popular. E não podemos fugir daquilo que, convenhamos, já pertenceu a muitos universos particulares: a sensação de pertencimento, que até os anos 90 eram bastante relacionados ao seu gosto musical. As tribos musicais raramente se misturavam.

No Brasil, uma terra em que o termo pop até hoje é completamente desconexo da realidade – a MPB se “estabeleceu” como gênero amorfo e acomodado em seu status quo; e o resto, é o resto. Qualquer expressão mais genuinamente popular ganha contorno e carimbo de sub- produto, ou tema de reportagem pretensamente sociológica, geralmente em contornos dramáticos: “Adolescentes usam drogas e ouvem funk”, “Garota de classe média sobe o morro com o namorado traficante”,” Confusão em show”: tudo culpa do rap, do funk, do samba marginal…

O cenário real é que a informação que abastece as periferias é a mesma que é consumida nos condomínios-clube fechados ; exceto que, por motivos óbvios, ela é filtrada de forma diferente. Talvez até pela necessidade de manter um nível de excelência para sobreviver, trabalhos realizados por rappers paulistanos, por exemplo, carregam mais referências que a média: só quem ouve com atenção sabe que um cara como o Mano Brown é repleto de bons sons em sua discoteca pessoal. A proliferação mais veloz e instantânea de sons e idéias atualmente só aumenta a probabilidade de gerar bandas que são diametralmente opostas no estilo, embora convivam em um mesmo contexto geográfico. E desafiam aqueles que acreditam ter o poder de controlar e estabelecer regras para o consumo cultural.

Nó na Orelha é o segundo disco de Kleber Gomes, o Criolo, antes Criolo Doido. A trajetória desse rapaz na cena hip-hop é longa e antiga. Mas esse disco é como seu cartão de visitas para o mundão. Capaz de criar letras e transformar pequenas cenas em rimas como se fosse uma máquina industrial, Criolo percebeu que poderia registrar suas crônicas de forma mais adequada ao seu furor criativo. Aqui vale o conceito desenvolvido pelos parágrafos acima: com a ajuda de Marcelo Cabral e Daniel Ganjaman – produtores do album -, Criolo, o MC, o, rapper, entrega um dos mais completos discos da música pop brasileira nos últimos tempos. Completo pelo estilhaçamento de ritmos e pela forma como tudo se amarra; completo nas letras que vão de imagens poéticas á ataques críticos, de relatos contundentes ao bom humor; e principalmente porque é um poderoso disco de hip-hop, na essência. Isso é música popular com sangue nas veias.

Bogotá abre o trabalho como uma bomba soul-funk-afrobeat: é dançável e forte, quase tropical. Mas é afiada, aguda. Menos celebração hedonista e mais “fio na navalha/brincar no precipício“. O single Subirusdoistiozin possui aquela qualidade instrumental típica do coletivo Instituto, um mosaico de teclados bem encaixados duelando com a verve Criolística que narra mais um pedaço de realidade. O soul rasgado de Não Existe Amor em SP mostra que instintivamente Criolo canta melhor ainda quando é sutil: o que pode soar como uma visão estreita da crueza da metrópole é mais um apelo emocionado de um morador da cidade.Mariô segue para provar que o cidadão Kleber aqui não é pequeno poeta universitário: mandando a real, não alivia pra ninguém: “Quem se julga a nata/cuidado pra não cuaiá” …”fia: eu odeio explicar gíria“. Freguês da Meia Noite é um lamento, bolerão desavergonhado, sobre frio na alma, no ar e no Largo do Arouche. O “outro lado”do single Subirusdoistiozin, Grajauex, é uma porrada, que de forma quase delirante utiliza o bairro de criação do Criolo para inserir um grande mundo de emoções. Samba Sambei, vejam só, é como a chegada de um soundsystem jamaicano. Sucrilhos, sucesso já nas apresentações, cita Rappin Hood, favela e Oiticica pra avisar que “cientista social e Casas Bahia”… “pode colar/ mas sem arrastar/se arrastar a favela vai cobrar”. Lion Man é uma aventura cósmica narrada de forma tão pulverizada que desnorteia o ouvinte, como golpes ninjas. Encerrando o disco, a canção que dá título se inicia como uma moda de viola que se transforma em samba e conta com a “participação” da Turma da Monica na poética nada pueril.

Assim, Criolo resume em dez músicas uma vida dedicada á música independente, ao hip-hop, á rinha dos MC’s. E também uma homenagem á cidade de São Paulo – que é capaz de inspirar e destruir – e a seus pais. Boas intenções não resultam necessariamente em discos elogiáveis. Mas Nó na Orelha acaba sendo o retrato mais bem acabado de uma música que pode ser atual, pungente e acessível; difícil de aprisionar em rótulos anacrônicos, mas feito com suor. Afinal, “cantar rap nunca foi pra homem fraco“. Nó na orelha, soco no estômago e afago na alma e no coração. Salve Criolo.